terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Até mesmo um mero escritor se ilude


não sei, me bateu uma vontade de escrever sobre você. você é um cu! nisso a gente concorda. você é muito igual a mim, justamente por isso que por mais que tentássemos, não daria certo. provei para você que iria até você. e fui. você provou que viria até mim. e não veio. lembro de quando começou, de que eu dizia que eu não sofria e tudo mais. mas eu sofria sim. e doía muito. você se foi, e eu pensei que não ia te esquecer. mas o tempo passou e eu fiquei com aquele seu pensamento sobre mim, “ah ele é um irmão pra mim”. era isso que você sempre dizia e que tanto me machucava, hoje sou eu quem usa essa fala, e não me machuco mais. pensei, vou fazer ele crescer, ter sua opinião própria, não se preocupar com o que os outros pensam sobre ele, vou fazer um cara de 22 anos, pensar como um cara de 22 anos, e não como um pré-adolescente de 13 anos, mas eu não consegui, tentei, mas não consegui. não fui bom o bastante. você me perdeu uma vez, e me conseguiu de volta, perdeu outra e me conseguiu de volta novamente e agora você me perdeu para sempre. te tenho como um irmão. mas pensa bem, irmãos ainda podem machucar irmãos, e às vezes o que você fala, pode não parecer tão pesado, porque quem sente mais é o que se recebe e não o que se emite.

- Douglas Lenon
12 de novembro de 2009

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