sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Educando um anjo

então é assim que as pessoas continuam, eu não consigo, eu absolutamente não consigo continuar, poxa Deus, você vê o esforço que eu faço, eu to saindo, eu to tentando me divertir, eu to abraçando as oportunidades, e o que ta faltando? eu não to culpando ninguém eu só queria viver, eu só queria aquela força de antes, porque eu sempre to saindo com a galera e quando eu vejo é tudo igual, tá tudo normal, então para. apenas pare. eu ainda sinto falta.
sabe eu converso com um anjo, ele diz que onde ele mora as pessoas não são lá perfeitas, nem tem poderes especiais, eles convivem bem, mais que a situação onde ele mora depende da situação de onde eu moro. se estamos todos bem aqui, eles vivem em festa lá, se as coisas não vão bem, eles fazem de tudo pra que se resolva, porque resolvendo lá, acreditam que conseguem resolver nossa situação aqui. que história esquisita de anjos né? ele me perguntou se eu consigo resolver as coisas aqui, eu olhei para o espelho, meus olhos se enxeram de lágrimas e eu me perguntei: - é isso que eu chamo de vida? então, pra alegrar o anjo eu disse que a vida só é bem vivida se tem uma lógica no final, que super-exigir da vida é o que nós humanos fazemos a todo momento, e quando sentimos medo, muito medo, machucamos o outro, a princípio parece que é um mecanismo de auto-defesa, pra se sentir mais forte que o oponente, mais não é assim, eu não sou assim, apenas faça a diferença, faça valer a pena, não machuque ninguém, eu sei, às vezes não é por querer, mais faça da sua lógica de vida, algo que somente o seu ser pode alcançar, que só você pode fazer, que é pra você, que é por você, que é ser você.

- Douglas Lenon
15 de janeiro de 2010

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