segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Onde eu deixei minha dignidade

final de ano. acho que nesse mês de dezembro eu não falei com você nenhuma vez se quer, eu queria que você estivesse aqui hoje, para eu poder falar pra você tudo que eu fiz durante esse ano, pra dizer o quanto eu aprendi, o quanto eu superei, aaah o quanto eu cresci também. e hoje mesmo eu me perguntei — como me pergunto sempre — que mal tem eu sentir sua falta? você podia mandar alguma coisa pra mim, por alguém, dizendo: estou com uma pessoa especial, e estou super feliz. de começo, eu ia me machucar, mais depois ficaria super feliz por você. lembra de quando eu falei: você vai encontrar aquela garota loira que vai estar de rosa e com um jeans novo descendo a ladeira e dizer a você: — é aqui que tem alguém precisando extremamente do meu amor e do meu carinho. de início você pensaria: é outra puta qualquer, mais não é. no outro dia você vai acabar descendo a ladeira com ela.
mas eu queria dizer, tipo quando alguém perguntasse, porque ficou com ciclano, e dizer que foi só uma trepada. talvez seja vulgar demais. mas tem um quê de liberdade, sei la. soa meio irônico. mas só por fazer loucura, acho que valeria a pena. será que falta mais alguma coisa — para o tempo me esfregar na cara que você nunca vai ser meu totalmente —, alguma coisa que eu perdi do filme? porque com o tempo que passou, eu ainda estou aqui, não consigo desistir. mas que merda mesmo né? tenho que continuar, ver o meu extremo entende. ver até onde eu consigo chegar e dizer que estou feliz, por tudo.
sabe dia 2 de dezembro eu sentei na frente da minha casa, minha amiga trouxe o violão, e começamos a cantar, músicas variadas, desde as que nós compomos, até outros tipos de música. se você soubesse o quanto eu digo que não sinto a sua falta, e que todo mundo sabe que estou mentindo pra mim mesmo, que todas as músicas que tocamos — cantamos — foi pra me lembrar mais de você.
o violão tocando, o abraço gostoso, para um mal começo de dia um bom fim de noite. quando você sumir, ouça aquela música que me faz lembrar de você, que te faz lembrar de mim, que me faz te chamar de John Tucker, e que nesse exato momento digo no seu ouvido que você não presta, que eu queria te empurrar de qualquer penhasco — talvez me jogar do penhasco contigo —, dizendo que eu estou aqui torcendo por você — que sempre estive aqui torcendo por você, que eu não vou te deixar, pelo menos agora, que eu não gosto de você, eu amo você.

- Douglas Lenon
10 de dezembro de 2009

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