quinta-feira, 6 de maio de 2010

Seu pequeno

que tudo se exploda mesmo, é tentando agradar que eu me afundo mais, tentando ajudar que eu recebo patada seguida de patada. então vou estar nem aí, talvez resolva alguma coisa, talvez não resolva nada. mas preciso tentar, acho que pra mim ganharia um prêmio por ser o verbo da semana: TENTAR. eu estou tentando seguir sem uma terceira perna, eu estou tentando me livrar daquilo que já não me completa mais, eu estou tentando viver longe do meu querer.
eu revolucionei dessa forma, porque eu chegava em casa, pegava uma folha, qualquer coisa que pudesse ser rasgada e começava a arrancar tudo, um bem-me-quer da nova geração. e sentado rasgando cada pedaço de folha me faz lembrar de como era bom ser criança, fazer um bem-me-quer para algo qualquer, que entre crianças existe apenas amizades, que só construimos coisas boas quando criança, queria sentar em um balanço e ficar por horas lá balançando vendo o tempo passar e não ter pressa alguma de voltar pra casa. não ter sede nenhuma de pessoas qualquer.
mas eu sou um pseudo-adulto que às vezes você chama de meu pequeno, e eu gosto tanto, me chama assim só pra você me sentir no teu campo, que dentro de você, você dita as regras, se é assim, se eu sou seu pequeno, eu ainda sou uma criança, quando eu errar não me olhe com cara feia, apenas fale comigo, eu vou te entender, você vai me abraçar, porque eu estou aprendendo ainda, e você vai continuar me ensinando, dizendo que crianças erram, mas é sem querer meu pequeno.

- Douglas Lenon
06 de maio de 2010

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