segunda-feira, 28 de junho de 2010

o problema é que aquilo que tem para conversar com Elisa é praticamente inconversável. vá explicar o que é "spleen". difícil. ele poderia até dizer somente isso: "spleen". ela riria. depois completaria: "puta merda, heim? você e sua maldita inspiração. você e seu ego de escritor. você achando que, se você sentiu, você é o dono da sensação". "hã?" "isso mesmo que você ouviu. eu não queria ser uma carniça para você. eu não amei você com a condição de me tornar um livro." "mentira, você sempre quis ser minha musa." "eu? eu queria que você se sentisse criativo ao meu lado, só isso. mas não queria ser personagem, pelo menos não aquele personagem, que você cagou com a sua maldade, sua falta de caráter." "eu escrevi as coisas da maneira que eu senti – isso é falta de caráter?"

- Fernanda Young

OBS: talvez não seja um trecho bonito, mas eu gosto, e acho que isso que importa.

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