segunda-feira, 23 de agosto de 2010


confesso, não consigo deixar de ter inveja de todos os que vivem ao seu redor, que debatem com você, que escutam suas conclusões tão lindas. eles, a sua vida, têm tanta sorte de viver nesse mundo, o seu. muitas vezes, quando vejo alguma coisa poética, sou tola a ponto de querer enviá-la para você. por isso lhe escrevo cartas. não as entrego, mas as cartas têm disso, não tem? podem ficar lacradas para sempre, jamais chegar às mãos de seu destinatário, entretanto está tudo ali, eternizado. condensado. assim, ao me sentar e escrever essas minhas mal descritas sensações, sei que o encontro. foram até agora seis cartas e em todas senti, no contato da caneta com o papel, a sua existência. esta, a sexta, escrevo a dois dias de nosso quarto encontro, e nela sinto-o tão ansioso por ele quanto eu. mesmo que, ao final dele, estejamos por ter menos um do outro. e a pergunta que me vem, em tom de agradecimento, é: por que será que você aconteceu em minha vida? não espero resposta, mas deixo-me aos seus cuidados.
te amo.

- Fernanda Young in Aritmética

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