sábado, 13 de novembro de 2010

Não sei o que fazer com o que sou


o que esperar de algúem que nem ao menos sabe o que quer? essa pergunta não é individual, o Brasil pergunta isso, os Estados Unidos pergunta isso, o mundo pergunta exatamente isso. hoje, como em cada dia que há de vir, eu estou fugindo de você.
não tenho mais idade para brincar de "eu amo você, mas...", eu queria certeza, que você me causasse certeza, quanto mais conversamos, mas pontos de interrogação surgem, eu quero ponto final. não me leve a mal é que o fiscal da vida anda passando com mais frequência aqui pelo meu bairro, e eu já enrolei ele três vezes dizendo que você existe. ele vem amanhã, eu vou dizer o quê? que você foi para Flórida? porque da primeira vez que ele passou você tinha ido para Europa. se eu falar a verdade vou ser multado por falta de existencialismo. tem coisa mais vergonhosa no mundo que isso? tem.
não sabia que crescer ia acabar dando nisso. eu chorei tanto por querer ser maior, e então a gente consegue o que queria e não sabe o que fazer com isso. depois choramos porque queremos de volta tudo o que foi perdido, e não temos nada em troca. sabe eu não sou uma pessoa que tem lá muita paciência, pelo contrário, eu tenho pressa. tudo está em movimento, por isso odeio ficar parado, que seja intenso para mim, que você aprendar a brincar de "eu amo você" sem mas.

- Douglas Lenon
11 de novembro de 2010

3 comentários:

  1. "então a gente consegue o que queria e não sabe o que fazer com isso."

    É bem assim.. =x

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  2. Nossa! Adorei! Parabéns pelo blog e pelos textos, está add!

    Eu te amo mas... essa indefinição toda cansa, né? Também quero um eu te amo, simples assim!

    Beijos!
    =)

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