sábado, 2 de abril de 2011

não tínhamos pressa. estava anoitecendo. chovia. era sábado, era novembro. atrás de qualquer palavra que disséssemos havia outras mais tranquilas, porque tínhamos conseguido atravessar quase mais um ano inteiro — eu, ele, todos —, e tinha sido duro, mesmo que nem eu nem ele nem ninguém depois de um tempo fôssemos capazes de distingui-lo especialmente dos anteriores, tão iguais a esse que passava.

- Caio Fernando Abreu in Triângulo das águas

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