domingo, 4 de setembro de 2011

salve o amor. aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor das amigas, que aguenta, arrasta e levanta. salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu... ensinou. salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado.

- Lia Block

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