sábado, 1 de outubro de 2011

e também porque uma coisa bonita era para se dar ou para se receber, não apenas para se ter. e, sobretudo, nunca para se “ser”. sobretudo nunca se deveria ser a coisa bonita. a uma coisa bonita faltava o gesto de dar. nunca se devia ficar com uma coisa bonita, assim, como que guardava dentro do silêncio perfeito do coração.

- Clarice Lispector in A Imitação da Rosa pertencente a obra “Laços de Família”

Nenhum comentário:

Postar um comentário