Mostrando postagens com marcador GarthS.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GarthS.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2011

um piloto precisa ter fé. em seu talento, em seu poder de julgamento, no poder de julgamento daqueles que o cercam, nas leis da física. um piloto precisa ter fé na equipe, no carro, nos pneus, nos freios, em si mesmo.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ele morreu naquele dia porque seu corpo tinha servido aos seus propósitos. sua alma havia feito o que viera fazer, aprendera o que viera aprender, e então ficou livre para partir. e eu sabia, enquanto Denny corria até o médico que iria cuidar de mim, que, se eu já tivesse realizado o que precisava realizar aqui na Terra, se eu já tivesse aprendido o que deveria aprender, eu teria atravessado a rua um segundo depois, e teria sido morto instantaneamente por aquele carro.
mas eu não morri. porque não tinha acabado. ainda tinha trabalho a fazer.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sábado, 18 de junho de 2011


— Annika, quando eu vi Eve pela primeira vez, mal consegui respirar. eu não conseguia andar. senti que se a perdesse de vista, por um momento que fosse, iria acordar de um sonho e descobrir que ela havia desaparecido. todo o meu mundo passou a girar em torno dela. (…) é uma pena que não seja eu, Annika. mas um dia você vai encontrar alguém e o mundo vai parar por sua causa, como Eve parou o mundo para mim. eu juro.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sexta-feira, 17 de junho de 2011

para ser um campeão, você não deve ter ego algum.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

segunda-feira, 6 de junho de 2011

— na primeira vez que eu levei você para passear no meu carro, quando você era um filhotinho, você sujou todo o banco de vômito – ele disse. - mas eu não desisti de você.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sábado, 28 de maio de 2011

o que é visível se torna inevitável. seu carro vai para onde vão seus olhos.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

quarta-feira, 18 de maio de 2011

— este é o primeiro dia em que não estou morta – Eve disse para nós. - por isso estamos festejando.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

OBS: parece muito dramático, mas me fez chorar demais quando li essa parte no livro.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sim, mais uma volta. uma volta. para sempre, mais uma volta. eu vivo a minha vida por mais uma volta. eu dou a minha vida por mais uma volta. por favor, Deus, por favor, me dê mais uma volta!

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sexta-feira, 29 de abril de 2011


OBS: Livro narrado por um cachorro.

— eu não aguento – ele disse. - não posso mais continuar.
ergui os olhos, e ele estava falando comigo. estava olhando para mim.
— eles venceram – ele disse. - você está vendo?
como é que eu poderia responder? o que poderia dizer?
— não estou em condições nem de cuidar de você – ele disse. - não tenho dinheiro nem para colocar gasolina no meu carro. não tenho mais nada, Enzo. não sobrou nada.
ah, como eu gostaria de poder falar. como eu gostaria de ter polegares. eu poderia agarrá-lo pela gola da camisa. poderia puxá-lo para perto de mim, tão perto que ele sentiria minha respiração em sua pele, e eu poderia dizer a ele:
— isto é apenas uma crise. um momento. uma única partida contra a implacável escuridão do tempo! foi você quem me ensinou a não desistir nunca. você me ensinou que novas possibilidades surgem para aqueles que estão preparados, para aqueles que estão prontos. você precisa acreditar!

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

terça-feira, 19 de abril de 2011

— quando olho pra você, eu me vejo nos seus olhos.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

domingo, 10 de abril de 2011

eu estava fascinado com os dois; como deve ser difícil ser uma pessoa. anular constantemente os próprios desejos. preocupar-se em fazer a coisa certa, em vez de fazer o que é mais conveniente. nesse momento, honestamente, tive sérias dúvidas quando à minha capacidade de interagir em um nível desses. fiquei imaginando se algum dia conseguiria me transformar no humano que gostaria de ser.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

OBS: Livro narrado por um cachorro.

quinta-feira, 31 de março de 2011

eis por que serei uma boa pessoa. porque eu escuto. não posso falar, por isso escuto muito bem. nunca interrompo, nunca mudo o rumo da conversa com um comentário pessoal. as pessoas, se você prestar atenção nelas, mudam o rumo da conversa constantemente. é como ter um passageiro dentro do carro que de repente pega o volante e entra em um atalho.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

quinta-feira, 24 de março de 2011

eu não consigo ficar deitada em silêncio. eu não consigo ficar sozinha com isto. preciso gritar e dar socos, porque parece que a dor se afasta quando grito. quando fico em silêncio, ela me encontra, ela me identifica e penetra em mim, e diz: “agora eu te peguei! agora você me pertence!”.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sábado, 19 de março de 2011

em vez de cinza, vejo verde. em vez de vermelho, vejo preto. por acaso isso me torna potencialmente ruim? se você me ensinasse a ler e me desse o mesmo computador que deram ao Stephen Hawking, eu também escreveria livros incríveis. e mesmo assim você não me ensina a ler, e não me dá um teclado especial de computador no qual eu possa mexer com meu nariz para mostrar a próxima carta que quero escrever. por isso, de quem é a culpa por eu ser o que sou?

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

domingo, 13 de março de 2011

para mim, é frustrante não conseguir falar. sentir que tenho tanto a dizer, tantas maneiras de ajudar, mas que estou preso em uma caixa à prova de som, em uma cabine isolada a partir da qual posso ver e ouvir o que está acontecendo, mas é como se tivessem tirado meu microfone e não me deixassem sair. é o tipo de coisa que pode levar uma pessoa à loucura.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

OBS: livro narrado por um cachorro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

— às vezes eu acho que você realmente me entende. é como se existisse uma pessoa aí dentro. como se você entendesse tudo.
eu entendo, disse a mim mesmo. eu entendo.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

OBS: o livro é narrado por um cachorro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

mas eu sou mesmo muito dramático. para mim, uma grande história é aquela que cria expectativas e vai fazendo as revelações de modo surpreendente, excitante.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

— eu sei que disse a ele para ir – ela falou. - sei que insisti para ele ir, eu sei. - as lágrimas escorriam por seu rosto. - mas eu queria tanto que ele estivesse aqui!

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

sábado, 19 de fevereiro de 2011

mas o que eu mais gostava era quando ele falava em não ter lembranças. nenhuma lembrança do que ele tinha acabado de fazer. fossem boas ou ruins. porque a lembrança é o tempo se dobrando sobre si mesmo. lembrar é se desligar do presente.

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

fecho meus olhos e, meio sonolento, escuto vagamente enquanto ele faz as coisas que costuma fazer todas as noites antes de dormir. a escova, a torneira, a descarga. tantas coisas. as pessoas e seus rituais. às vezes elas se apegam tanto às coisas!

- Garth Stein in A Arte de correr na chuva