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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ela não mostrou. ninguém mostraria. por que todo mundo anda de máscara por aí? o que escondem? somos todos iguais. viemos do mesmo lugar, iremos pro mesmo lugar. tirem as máscaras! deixem-nos ver seus rostos! se olhem no espelho!

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

mas não foi nada disso que aconteceu, muito pelo contrário, eu me senti extremamente sozinha. e sentir-se sozinha quando se está sozinha é ruim. mas sentir-se sozinha quando se está com alguém é infinitamente pior.

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

nos primeiros dias, não houve jeito de aquela melancolia passar. mas depois ele acabou entendendo que melhor seria aproveitar os dias e continuar fazendo as coisas que a gente mais gostava. “vamos brincar de carpe diem”, eu dizia. “lembra do arcadismo, das poesias arcádicas que exaltavam a vida no campo. e do movimento carpe diem, que pregava que os homens deveriam aproveitar cada dia como se fosse o único e ser feliz agora?”. e foi isso que fizemos.

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

— agora olhe para o rio, para as árvores, para os pássaros, olhe para toda a natureza a sua volta. e imagine até o que você não consegue ver, os peixes dentro do rio, as formigas no chão, os insetos nas flores... e pense que tudo isso está vivo, vivo sobre a terra. pense profundamente nisso.

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

achei esse trecho totalmente tocante no livro,
não sei como dizer mais me chamou muito atenção.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tem que haver alguma razão. tem que ter algum sentido. não é possível a gente ter um corpo que sente, um coração que bate, um nariz que respira, um cérebro que pensa, uma alma que sonha e, no fim, não ser nada. saí da cama e sentei no chão, mais perto do espelho. fiquei me olhando, me olhando... sinceramente, não sei o que é pior: ser um nada e estar livre de tudo, ou ser alguma coisa e estar presa a outra a qual nem se sabe o que é.

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

respirei fundo e olhei pra baixo, e foi aí que eu vi, lá, muito longe, a cidade na qual eu estava. os prédios tão pequenos, as casas minúsculas, os carros microscópicos... e as pessoas? as pessoas, não dava pra vê-las. e foi aí que eu percebi o quão pequenos nós somos. in-sig-ni-fi-can-tes! comecei a rir. ri de todos os meus problemas. ri de todos os meus medos. ri dos meus sonhos e dos sonhos de todo mundo. ri de mim mesma. e ri de toda humanidade. e continuei a rir. ri tanto que joguei a cabeça para trás e, sem pensar, dei de cara com o céu e aí comecei a imaginar Deus sentado lá em cima olhando pra baixo. o que é que ele veria de tão alto? ele não veria nada. não enxergaria ninguém. quase chorei.

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

descobri uma coisa triste também. quantas pessoas eu havia deixado de conhecer, quantas coisas eu havia deixado de aprender por causa desses malditos preconceitos?

- Valéria Piassa Polizzi in Depois daquela viagem