sexta-feira, 21 de outubro de 2011


não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhando ao espelho e se surpreendido consigo próprio. por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. a isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo.
19 de agosto de 1967

- Clarice Lispector in A surpresa pertencente a obra “A Descoberta do Mundo”

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