domingo, 29 de julho de 2012

21º dia - "venha quando quiser, ligue, chame, escreva – tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim." (Caio Fernando Abreu)

e de repente a gente conta até dois mil quatrocentos e cinquenta e sete, e mesmo assim o mundo parece não parar de girar pra gente sofrer um pouquinho que for. você vai olhando para as paredes e começa a desenhar toda a falta que alguém faz, que alguém anda fazendo. para no meio do quarto e olha embaixo da cama procurando aquele chinelo, que a gente chama de: pessoa que foi embora antes de ser alguma coisa. tenho vontade mesmo de dizer que tudo não passou de um sonho e que a gente ama pra valer mesmo é no aconchego do abraço do outro. os dias parecem chuvosos dentro de nós mesmos, porque o tempo é bom, ah como o tempo é bom. como o tempo cura, lava, seca e estende a gente, parece até máquina de lavar e a gente aquela roupa suja sabe? fim de relacionamento é isso: uma roupa suja que a gente adia muito pra poder lavar.
gostoso mesmo é essa saudade que diz que por mais que a gente esteja longe, os dias correm pra te buscar e te trazer de volta pra mim.

- Douglas Lenon

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