quarta-feira, 11 de maio de 2011


mas era uma tarde de maio e o ar fresco era uma flor aberta com o seu perfume. assim achou que era maravilhoso e inusitado ficar de pé na rua - ao vento que mexia com os seus cabelos. não se lembrava quando fora a última vez que estava sozinha consigo mesma. talvez nunca. sempre era ela - com outros, e nesses outros ela se refletia e os outros refletiam-se nela.

- Clarice Lispector in A Bela e a Fera ou a Ferida grande demais pertencente a obra “A Bela e a Fera”

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