quarta-feira, 19 de maio de 2010

E se o vento parar de soprar

eu sei o que falta, sempre soube mas sempre tento contornar a situação pra não chegar exatamente onde eu sei que as pessoas querem que eu chegue. a palavra chave é amor próprio que eu insisto dizer que existe para as pessoas, mas que pra mim tá em falta por vontade minha mesmo. às vezes tenho amor demais, às vezes tenho amor de menos, e isso é um contra pra mim. porque ou toca ou não toca não é? acho que por andar sempre errado, que tento acertar vezenquando, não sei a hora exata de parar, eu ando sem freios, sem hora pra chegar, sem rumo.
não tenho amor próprio justo porque tenho medo de me amar demais a ponto de que esse amor se esgote e não sobre amor pra oferecer a outro alguém. e re-digo não tenho amor próprio por medo de ter amor e não precisar de mais, de muito mais. sou contrário a lógica, prefiro doar o que posso de amor, pra deixar um espaço vago pra que possam me amar, não estou dizendo que eu não me amo, que não me valorizo, eu só espero dar amor e receber amor em troca.
porque se ficarmos nos fechando, nos amando demais, perdemos o mundo lá fora, que grita, que nos chama a cada segundo que passa, e se nos amarmos demais depois quando partirmos dessa pra melhor, pra onde esse amor vai? e se nos reservarmos demais, onde realmente você quer chegar? e se o vento parar se soprar...

- Douglas Lenon
19 de maio de 2010

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