domingo, 2 de maio de 2010

a noite ultrapassou a si mesma, encontrou a madrugada, se desfez em manhã, em dia claro, em tarde verde, em anoitecer e em noite outra vez. fiquei. você sabe que eu fiquei. e que ficaria até o fim, até o fundo. que aceitei a queda, que aceitei a morte. que nessa aceitação, caí. que nessa queda, morri. tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. e ninguém vê que estou morto.

- Caio Fernando Abreu

4 comentários:

  1. Encontrar Caio Fernando Abreu nesta tarde/noite chuvosa aqui no seu blog, foi demais... voltarei sempre! Abçs!

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  2. é, "e ninguém vê que estou morto."
    o Caio ainda vai acabar comigo... :S


    tem selos pra vc no meu blog!
    Abraço

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  3. Doug, querido! Trecho lindo, Caio para variar..hahaha
    Ótimo bom gosto! E ei, te indiquei um selinho aqui no blog: http://calmila.blogspot.com/p/selos.html
    Beijoca!

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  4. gaaalera muito obrigado pela visita *-* voltem sempre ok!

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