sábado, 5 de março de 2011


outras vezes, audaciosa, eu me afastava mais da casa e me deitava de costas na terra morna no meio de uns pés de milho no pomar. ver o céu daquele prisma, recortado entre as folhas como espadas, era espiar por muitas portas. a perspectiva diferente que dali, deitada, eu tinha do mundo e de mim mesma era como balançar na borda de um penhasco bem alto, acima do mar.

- Lya Luft in Mais infância pertencente a obra “Pensar é transgredir”

2 comentários:

  1. Aquela sensação de ficar sozinha e pensar na nossa vida, foi o que senti ao ler esse trecho.

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