sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Eles não me deixam, você não me deixa

não sei, mas sabe quando você está bem, mas sente que alguma coisa te irrita? hoje estou meio assim. poxa eu tive um mês bom, não totalmente bom, mas pensando por um lado, eu tive sim um mês bom. posso ter perdido algumas pessoas, posso ter conhecido outras. mas apesar de tudo segui um conselho nesse mês, o que quer que esteja me completando continua, e o que já não está mais, que vá completar outro alguém. tenho uma saudade que não me larga, que não me deixa, será que é tão difícil se conformar, seria mais fácil se acabasse e continuássemos a nos ver e nos abraçar, mas não. acaba e você some. tá, é o certo a se fazer. mas faz muito tempo, e com o tempo a gente esquece, não querendo esquecer entende? não queria esquecer, queria uma lembrança boa. mas você insiste em me jogar em qualquer canto, e sem perceber me faço de entendido e te defendo por isso, digo que não, que você não fez por mal. e nesse pensamento viro para uma amiga minha e digo:
— não foi por mal, deixa ele esfriar a cabeça, ele nem sabe no que pensar, ele não fez por mal né?
— porque só você não enxerga que acabou? fim, the end, finish. qualquer outro tipo de palavra que expresse final, você tem que aprender que as pessoas só vivem felizes quando não esperam nada de outras pessoas. — ela diz irritada.
— mas... — eu tento interromper.
— mas nada. não tem mais o que discutir aqui. só você que não para pra pensar no mal que faz a si próprio pensando dessa forma "amorosa".
sabe no fundo ela está certa. tantas vezes eu olhava pra ele, e pensava. repare em mim, escolha a mim. acabei desandando, acabei contrariando tudo o que eu dizia sobre fim de romance, que não tinha lógica as pessoas ficarem mal, que era cena o que as pessoas faziam quando acabava tudo. eu me auto julgava sem perceber. então acabe com o sentimento, mate tudo que você ainda sente, sufoque, envenene. porque viver com isso, SOBREVIVER com isso, é um pedido de morte.

- Douglas Lenon
29 de janeiro de 2010

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