quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ela não foi amoral. ela foi aquilo que fez: viveu um outro, tendo um outro, em busca de si mesma, fazendo para isso – e há outro jeito? loucuras têm de ser feitas; não para magoar alguém, mas para que haja algum sentido nesse existir. loucuras como as poesias. é preciso se viver poeticamente, e isso nada mais é do que abolir todos os códigos que regulamentam a nossa vida. aquilo que deve ser não existe. existe o bom gosto. existe a elegância. existem maneiras. mas não existem certezas. daí, quem é que pode julgar?

- Fernanda Young in Aritmética

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