domingo, 1 de agosto de 2010

e volto aos pichadores, que autografam diariamente os prédios públicos. é uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, escrevem em portas de banheiro, rabiscam classes da sala de aula. é uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.

- Martha Medeiros in O autógrafo dos anônimos pertencente a obra "Non-stop"

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