quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Em troca de quê?

não sei se você já está satisfeito, se ainda precisa de algo mais, eu estou na merda, eu rio da situação porque eu já estou seco por dentro de tanto chorar, só o fato de pensar em começar a escrever o coração começa a apertar e latejar, o sentimento é tão destrutivo, que eu fico pensando, caso meu coração fosse fraco, ele não ia aguentar, tão jovem, e com uma estrada linda pela frente, iria acabar assim jogado no nada, as palavras demoram pra ser processadas, é tudo muito lento, a dor é lenta, é quase um parasita ela junta no corpo e não larga, parece que consome felicidade, ou tudo de bom que você tem, esse é o poder do ser humano, ninguém consegue fazer isso como nós mesmos – ser humanos – fazemos, nenhum monstro desses inventados pelos filmes, nenhuma cobra do jardim do Éden, nós mesmos conseguimos extinguir a nós mesmos, não apenas no sentido violento da palavra, mas sim na torturar, no fazer doer no outro, e nisso tudo acredite, gera um outro problema, acham que matando quem iniciou tudo isso, tudo voltara ao normal, besteira, quem matou – quem começou – com tudo, trazendo dor, vai ser o que menos importa no final das contas, nesse caso não existe justiça, existe evolução, é necessário pensar no próximo, você é meu próximo, eu sou teu próximo, se não pensarmos em quem vai vir, em quem tá aqui, o mundo vai virar um festival de parasitas, e me responde uma pergunta, de todas que eu tenho pra fazer, acho que essa se encaixa da melhor maneira: em troca de quê você se torna um parasita?

- Douglas Lenon
11 de agosto de 2010

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