“enquanto eu te fazia à minha imagem, tu me fazias à tua”, pensou então com auxílio da saudade. “dei-te o nome de José para te dar um nome que te servisse ao mesmo tempo de alma. e tu — como saber jamais que nome me deste? quanto me amaste mais do que te amei”, refletiu curioso.
“nós nos compreendíamos demais, tu com o nome humano que te dei, eu com o nome que me deste e que nunca pronunciaste senão com o olhar insistente”, pensou o homem sorrindo com carinho, livre agora de se lembrar à vontade.
- Clarice Lispector in O crime do professor de matemática pertencente a obra “Laços de Família”
que lindo aqui, adorei (:
ResponderExcluira Clarice é a melhor ne ?
passei por aqui e ja estou seguindo (:
beeijos
Parabéns pelo blog!
ResponderExcluirEstou seguindo, amei os textos que li por aqui!