terça-feira, 21 de dezembro de 2010

escrevendo descobri que a gente teve várias infâncias: a que os outros viam; a que eles imaginavam que a gente estava vivendo; a que a gente mesma pensava ter; e a real, que é sempre o mais indefinido. de longe, depois de tantos anos, observei a criança que fui, a que os outros viam e pensavam conhecer, e as tantas que se desdobravam dentro de mim além de algumas que ainda não decifrei.

- Lya Luft in Infância pertencente a obra “Pensar é transgredir”

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