terça-feira, 19 de outubro de 2010

De que serve ser um anjo se me cortaram as asas?


sinto raiva e tenho vontade de fugir, mais uma vez. porque esse versos sujos de amores comprados por telefone não fazem meu estilo de vida. a gente esperneia e não resolve nada, a gente chora e tudo continua igual, a gente grita e ninguém ouve. nessas horas dá uma vontade tremenda de ter asas, e não parar de voar, nunca. eu queria sentir o vento batendo nas minhas asas, me fazendo levantar voo. se dependesse de mim, eu tinha um cantinho reservado em Vênus. de que serve ser um anjo se me cortaram as asas?
não suporto o fato de ter que viver para ninguém. pelo lado bom não sou um gato. uma vida é burocrática demais, sete então, Deus me livre de tanta responsabilidade, dor no coração.
— mas amaria sete vezes mais, levantaria sete vezes mais, sorriria sete vezes mais, me amaria sete vezes mais, me teria sete vezes mais.
— por que isso tudo agora? você sabe que se fosse para te ter sete vezes mais, não era preciso nem mesmo sete vidas. era preciso você.
— não queria te ver chorar meu amor, eu não quero ser demais para você. quero que goste de mim, mas que goste do jeito que sempre gostou, desse meu jeito bruto, cafajeste e sem rumo.
— e se eu dissesse que não te amo, que eu gosto, mas não te amo.
— vamos fazer um trato, eu tento mudar se você parar de mentir.

- Douglas Lenon
18 de outubro de 2010

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