sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para o nosso sempre


nem sonhava que as pessoas ainda carregavam romantismo dentro de si. estou falando do dormir de conchinha depois do sexo, do passar a mão nos pêlos da barriga dele só para ver arrepiando, do juntar dos pés, do beijo atrás da orelha. sabe que isso tudo parece muito brega, mas eu gosto desse brega. sim, eu sonho em acordar com aquele café da manhã na cama, vendo ele vindo só de calção, sentando na cama cruzando as pernas e mordendo um pedaço do morango e dando na boca para mim.
sonho em um dia sair com ele de mão dada pela praia com ele, numa manhã de sol, segurando as mãos quentes dele, ele tem uma risada a qual eu não consigo parar de elogiar, linda linda linda. porque ele consegue parar o mundo quando ri. odeio esse romantismo, mas estou falando de enterrar ele na areia, e beijar a ponta do nariz dele leve. apertar seus braços e subir em cima de você, sorrindo. até que você sai bruscamente da areia, e ficar por cima de mim me enxendo de areia. então ficaria bravo por você me sujar inteiro, mas você me pega no colo e me leva até a água, e me limpa, eu te limpo, e a gente volta a sorrir.
penso em você, é quase meia-noite. eu sei que agora, está sonhando comigo, assim como vou sonhar com você. por que depois de tudo a gente ainda ama? tenho medo de parar de te amar e não conseguir me erguer de novo. mas no meu pensamento romântico agora você está com as mãos na minha cintura, me beijando suavemente, limpando a lágrima que cai, dizendo baixinho no meu ouvido que é assim, a Terra é redonda, ora lá em cima, ora aqui em baixo. te amo incondicionalmente. para o nosso sempre.

- Douglas Lenon
18 de outubro de 2010

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