segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós – e este “a nós” inspira um providencial duplo sentido. mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. somos sádicos e avaros ao economizar nossos “eu te perdoo”, “eu te compreendo”, “eu te aceito como és” e o nosso mais profundo “eu te amo” – não o “eu te amo” dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o “eu te amo” que significa: “seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo”.

- Martha Medeiros in Falar pertencente a obra “Doidas e Santas”

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