sábado, 29 de janeiro de 2011

Se eu não posso ver, não existe


não me faz chorar assim mais uma noite por favor, eu me mantenho afastado, eu não chego perto, nem ao menos toco em qualquer assunto que leva a você. queria falar sobre como acabou mas não com você, então eu escrevo. eu escrevo porque é a única forma que eu acho para soltar tudo isso, toda essa dor, essa raiva, tudo isso que eu não quero, eu escrevo para soltar você daqui de dentro.
sentado aqui, roendo minhas unhas, eu penso: pra quê ficar tratando bem? pra quê ter maturidade? pra quê diabos ser o centrado no final das contas? para jogar tudo, dizer o que eu realmente queria, vai doer, talvez mais em você do que em mim, cansei viu, cansei de chorar, de sentir raiva, de não ter e não fazer questão em ter de volta.
queria que tivesse doído em você do mesmo modo que doeu em mim, que você tenha o dobro, que o mundo exploda com você dentro, eu espero mesmo que você sofra por cada estrela que existe no maldito céu que você apontava.
você destruiu o que ainda havia restado do amor dentro de mim. você conseguiu me fazer enxergar que o amor sempre foi uma invenção capitalista, um modo de ganhar dinheiro, acima de tudo, um modo de ganhar. você conseguiu finalizar o que já haviam começado à um tempo atrás. me mostrou que a pureza não tem função alguma e que as pessoas só vivem para ganhar mais. e obrigado, muito obrigado por ter sido o merda que fez de mim um otário.
amor? o que é isso? daqui para frente vai ser assim, se eu não consigo ver, não existe.

- Douglas Lenon
29 de janeiro de 2010

2 comentários:

  1. Foi um presente encontrar o teu blog.

    =*

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  2. estou com você nessa,se não consigo ver não existe :/ parabéens pelo blog *-*

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